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Medalha de bronze vira lição de vida e veterano do judô do Amazonas emociona no Brasileiro

Foto: Emanuel Mendes Siqueira

No tatame o tempo não apaga histórias, ele as fortalece. Foi exatamente isso que o faixa preta Gláucio Mendonça demonstrou ao conquistar a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro Regional de Judô 2026 (Região I). A competição começou na última sexta-feira (27) e segue até este domingo (29) no Ginásio Georgiana Pflueger, em São Luís, no Maranhão.

Representando o Amazonas em um evento que reúne mais de 430 atletas de estados como Amapá, Maranhão, Piauí e Roraima, o líder da tradicional equipe Acopajam subiu ao pódio na classe Sênior, categoria até 90kg. No entanto, o resultado obtido pelo veterano vai muito além de uma simples medalha de metal.

Exemplo vivo no tatame

Com décadas dedicadas à modalidade, Gláucio não entra no dojô apenas em busca de títulos, mas por um propósito maior. Esta conquista marca a sua 10ª medalha em Campeonatos Brasileiros Regionais, reforçando uma trajetória sólida e o papel de referência para os novos talentos do esporte no estado.

  • Presença que simboliza disciplina, resiliência e liderança.
  • Foco na formação de cidadãos através da filosofia do judô.
  • Incentivo direto para que a nova geração veja a “velha guarda” em atividade.

“Essa medalha representa exemplo. Para as gerações que virão, para que tenham a chance de ver a velha guarda lutando e saber qual é o caminho”, destacou o atleta ao celebrar o pódio.

Apoio fundamental ao esporte

A jornada até a medalha foi construída com suporte e confiança de parceiros que acreditam no potencial do atleta amazonense. Gláucio fez questão de reconhecer o papel fundamental de figuras públicas e privadas que viabilizaram sua participação no evento nacional em solo maranhense.

O judoca ressaltou a confiança da Federação de Judô do Amazonas (Fejama) e agradeceu nominalmente ao vereador Eduardo Assis e ao deputado federal Adail Filho, que foram os responsáveis pelas passagens aéreas. O suporte logístico e financeiro de apoiadores próximos foi essencial para superar os desafios de deslocamento que muitos atletas da região Norte ainda enfrentam.

Parceria e amor familiar

O pódio em São Luís também carregou um significado pessoal profundo para o competidor. Inicialmente, o objetivo de Gláucio era acompanhar e auxiliar sua esposa, Stetane Coelho, que também é atleta e disputou a competição.

“Vim para ajudá-la. Infelizmente a medalha dela não veio… mas levo essa medalha para a nossa casa para coroar tudo que fizemos pra chegar aqui”, afirmou Gláucio.

O bronze carrega o peso de uma trajetória compartilhada de treinos intensos, superação física e dedicação mútua dentro e fora dos tatames.

Legado em construção

Para o líder da Acopajam, o judô é missão e formação. Aos 54 anos ele prova que o alto rendimento não possui prazo de validade quando existe um objetivo claro de inspirar o próximo. O senso de dever com seus alunos, filhos e com o estado do Amazonas move o veterano para novos desafios.

“Amor ao Judô. Amor pelo Amazonas. Amor à minha equipe, à minha família, aos meus alunos e aos meus filhos”, declarou o Sensei.

Ele encerrou sua participação com a certeza de que novas batalhas virão e que estará pronto para escrever mais capítulos dessa história enquanto houver tatame disponível.

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