
O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) repercutiu com gravidade os dados recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre a existência de mais de mil pistas de pouso clandestinas na região amazônica. A revelação motivou o Ministério Público Federal (MPF) a cobrar medidas urgentes da Justiça para frear o uso dessas estruturas pelo garimpo ilegal.
O parlamentar, que preside a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e da União Nacional dos Legislativos e Legisladores Estaduais (Unale), afirma que o problema expõe o domínio do crime organizado no território.
Para o deputado, essas pistas não são apenas irregularidades administrativas, mas sim a base logística que sustenta uma engrenagem perversa.
“Essas pistas clandestinas são a espinha dorsal de um sistema criminoso que alimenta o narcotráfico, o narcogarimpo e outros negócios ilícitos. Estamos falando de facções que dominam territórios, financiam a violência urbana e rural e avançam sobre áreas protegidas”, afirmou Comandante Dan.
Conexão entre tráfico e garimpo
O fenômeno das pistas ilegais evidencia uma sofisticação na rede logística que interliga diferentes frentes criminosas. Segundo o parlamentar, as mesmas organizações que comandam o tráfico de drogas nos centros urbanos são as responsáveis pela operação do garimpo no interior do estado.
Essa infraestrutura aérea facilita o transporte de insumos perigosos e produtos valiosos de forma rápida e oculta. A dinâmica criminosa utiliza as rotas para movimentar diversos itens ilícitos.
- Combustível e mercúrio para a extração ilegal de minérios.
- Armas e drogas que abastecem as facções nas cidades.
- Ouro extraído ilegalmente de áreas de preservação e terras indígenas.
- Logística rápida para regiões isoladas, reduzindo custos operacionais do crime.
Falta de presença estatal
A reativação frequente dessas pistas, mesmo após operações policiais, revela uma falha na continuidade da fiscalização. A baixa presença do Estado de forma permanente em áreas remotas permite que o crime se reorganize com facilidade. Comandante Dan defende que o combate a essa rede precisa ser feito com inteligência territorial e integração total entre as forças de segurança.
O deputado acredita que o desmonte dessa logística é o caminho para enfraquecer o poder das facções que ameaçam a soberania nacional e a segurança da população amazonense. Para ele, tratar o assunto de forma isolada é um erro estratégico que ignora a complexidade do narcogarimpo.
Propostas para o enfrentamento direto
Como líder das comissões de segurança, o parlamentar apresentou um conjunto de medidas estruturantes que o Legislativo estadual deve capitanear. O foco das propostas é garantir orçamento e tecnologia para um monitoramento que não dependa apenas de ações pontuais.
- Criação de uma política estadual de combate ao narcogarimpo unindo segurança e meio ambiente.
- Fortalecimento do monitoramento por satélite e drones através de emendas parlamentares.
- Instituição de um sistema integrado de dados entre órgãos estaduais e federais.
- Fiscalização rigorosa das metas do Poder Executivo com relatórios periódicos de transparência.
- Apoio à presença contínua de forças federais em substituição às operações temporárias.
“O Parlamento precisa liderar esse debate, garantir orçamento, cobrar resultados e ajudar a construir soluções efetivas. O combate às facções passa, necessariamente, pelo desmonte dessa logística criminosa”, concluiu o deputado Comandante Dan.
ASCOM










