
A Unidade Básica de Saúde (UBS) Fluvial iniciou nesta terça-feira, 17/3, uma missão intensiva de 12 dias para garantir assistência médica a quem vive longe dos centros urbanos. A ação percorre 14 comunidades ribeirinhas de Manacapuru e recebe o reforço estratégico de médicas residentes da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru.
As profissionais fazem parte do programa de “Medicina de Família e Comunidade” e atuam diretamente na linha de frente dos atendimentos. Durante o trajeto, a equipe realiza uma série de procedimentos essenciais para a população local, incluindo os seguintes pontos:
- Atendimentos clínicos gerais e consultas.
- Orientações educativas sobre saúde pública.
- Ações focadas na prevenção de doenças.
- Monitoramento das demandas específicas de cada localidade.
Para a diretora da Afya Manacapuru, Karen Ribeiro, a atividade prática consolida a formação humanizada dos estudantes.
“Essa experiência proporciona um aprendizado que vai além da sala de aula. Ao participar dos atendimentos em comunidades ribeirinhas, as residentes têm a oportunidade de compreender de perto os desafios do acesso à saúde na região amazônica e desenvolver um olhar mais sensível e resolutivo para o cuidado com a população”, afirma Karen.
Formação estratégica
O trabalho em território ribeirinho é considerado fundamental para a especialização médica voltada à Atenção Primária. O coordenador dos programas de “Residência” da instituição, Israel Reis, reforça que a vivência em unidades fluviais prepara o profissional para cenários complexos.
“Levar os residentes para esse cenário é fundamental para que compreendam a dinâmica da saúde em territórios ribeirinhos. Além de ampliar o acesso da população ao atendimento médico, essa vivência fortalece competências essenciais da Medicina de Família, como o cuidado integral, a escuta qualificada e a adaptação das condutas à realidade local”, explica Israel.
Olhar integral
A médica Amanda Canto participa da expedição pela primeira vez e destaca que a escolha pela área foi motivada pela possibilidade de entender o paciente dentro de seu contexto social.

“Escolhi essa área porque ela me permite acompanhar o paciente de forma integral, considerando não apenas a doença, mas também o contexto de vida da pessoa, da sua família e da comunidade em que está inserida. A Residência nos apresentou essa ação como uma chance de ampliar o acesso à saúde em comunidades ribeirinhas e, ao mesmo tempo, vivenciar realidades diferentes”, afirma Amanda.
Sensibilidade cultural
A prática médica nos rios da Amazônia exige que o profissional utilize ferramentas que vão além da tecnologia de ponta, valorizando o exame físico e a conversa detalhada. A residente Danny Coutinho de Figueiredo acredita que o acolhimento é o diferencial em locais de difícil acesso.
“Escolhi a Medicina de Família porque acredito que olhar o paciente como um todo, para além da doença, faz toda a diferença no seu plano terapêutico. Minha expectativa é conseguir levar um atendimento resolutivo e humanizado, adaptado às necessidades específicas de cada comunidade. Essa experiência fortalece o papel da prevenção e do acolhimento, especialmente em locais onde o cuidado especializado é menos acessível”, destaca Danny.
A médica ainda ressalta que é preciso compreender fatores como a alimentação local, o ciclo do rio e as formas de trabalho para que as orientações médicas sejam realmente eficazes e façam sentido para o cotidiano do ribeirinho.
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