
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) comemora, neste sábado, 28 de fevereiro, quase seis décadas de uma trajetória que transformou o rosto da Amazônia. Criada pelo Decreto-Lei número 288/1967, a autarquia chega aos 59 anos consolidada como o maior motor de desenvolvimento socioeconômico da região.
O aniversário ocorre em um momento de euforia econômica, com o Polo Industrial de Manaus (PIM) registrando números históricos e vitórias políticas que garantem a sobrevivência do modelo para as próximas gerações.
Em 2025, o PIM alcançou o maior faturamento de sua história, atingindo o montante de R$ 227,67 bilhões. A força do modelo também se reflete no mercado de trabalho, com a média mensal de empregos diretos saltando para mais de 131 mil postos formais, o que representa um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior.
Investimentos e segurança jurídica
A atual gestão e o governo federal têm trabalhado para garantir que o Amazonas continue sendo um destino seguro para o capital nacional e internacional. Somente no ano passado, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 177 novos projetos, somando mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos previstos.
“O projeto Zona Franca de Manaus é resiliente e estratégico. Estamos trabalhando dia e noite para modernizar a Suframa e desburocratizar os processos”, afirmou o superintendente Bosco Saraiva.
Um dos marcos desta celebração é o êxito nas discussões da Reforma Tributária. O esforço conjunto entre a autarquia, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a bancada parlamentar garantiu a preservação da equivalência competitiva da ZFM na Constituição.
- Diferencial competitivo: manutenção dos incentivos mesmo com a transição para os novos impostos nacionais.
- Gargalos históricos: adequação de Processos Produtivos Básicos (PPBs), especialmente no setor de condicionadores de ar, consolidando Manaus como o segundo maior polo do mundo nesse segmento.
- Governança: a autarquia alcançou o primeiro lugar em “Governança e Gestão” entre as instituições públicas federais em 2025.
Sustentabilidade e interiorização
Com os incentivos prorrogados até o ano de 2073, o foco agora é levar os benefícios do desenvolvimento para além da capital. Através do Plano de Interiorização e Regionalização do Desenvolvimento (PIRD), as ferramentas de fomento estão alcançando os estados do Acre, Rondônia, Roraima e Amapá.
No campo ambiental, o modelo reafirma sua marca de “indústria sem chaminé”. A existência da ZFM é o principal fator que permitiu a preservação de 98% da cobertura florestal original do Amazonas. No ano passado, foi lançada a “Iniciativa ZFM+ESG” em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), visando transformar o polo em referência global de economia verde durante a COP30.
Educação e legado social
O impacto da Suframa atravessa os muros das fábricas e financia estruturas vitais para o povo amazonense. A arrecadação do PIM mantém integralmente a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que está presente em todos os 62 municípios. Além disso, a Lei de Informática da Zona Franca de Manaus fomenta dezenas de centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).
“A defesa da ZFM é a defesa dos milhares de empregos que sustentam nossas famílias e a garantia de um futuro de dignidade”, concluiu Bosco Saraiva, destacando que o modelo ajuda a reduzir as desigualdades em todo o Brasil ao devolver à União mais impostos do que recebe em transferências.
Fique por dentro
Para celebrar a data, a autarquia lançou uma marca especial de 59 anos que simboliza a transição para as “bodas de diamante” do modelo no próximo ano. A identidade visual utiliza o amarelo para representar o ouro e o otimismo, com elementos geométricos que remetem à tecnologia e ao avanço de fases. Chegar a seis décadas com faturamento recorde e proteção constitucional é a prova de que a Zona Franca de Manaus superou o status de projeto regional para se tornar um patrimônio estratégico da soberania nacional e da preservação ambiental.
Fonte: Ascom










