
A Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) decidiu não deixar por menos as declarações do prefeito David Almeida sobre a “Operação Erga Omnes”.
Em nota pública, a entidade fez uma “enfática defesa” dos magistrados que decretaram prisões e autorizaram medidas cautelares no âmbito da investigação.
Segundo a nota, as decisões foram tomadas com base em elementos concretos, dentro da legalidade e da imparcialidade previstas na Constituição.
De acordo com a Amazon, não há espaço para narrativa de perseguição política quando há prova técnica nos autos.
Independência sob pressão não passa

A manifestação da Amazon também funcionou como um freio institucional a qualquer tentativa de tensionar o Judiciário. A entidade deixou claro que discordâncias devem ser resolvidas por meio de recursos legais e não no campo do discurso político.
Ao reafirmar compromisso com o Estado Democrático de Direito, os magistrados reforçam que a operação ultrapassou o terreno das suposições. Para analistas, a nota fortalece inclusive o pedido de federalização do caso junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), abrindo caminho para eventual entrada da Polícia Federal (PF) nas investigações.
Federalização da “Erga Omnes”

O deputado federal Amom Mandel formalizou pedido à PGR para que a PF assuma as investigações da “Operação Erga Omnes”.
Para o parlamentar, a atuação interestadual do grupo investigado, com ramificações em pelo menos sete estados e conexões na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, justifica a federalização.
Conforme o parlamentar, quando há rota internacional, empresas de fachada e suspeita de infiltração institucional, a resposta precisa ser ampliada.
Objetivo é somar forças
Amom Mandel lembra que desde 2022 denuncia possíveis vínculos entre facções e estruturas da administração municipal. Agora, sustenta que federalizar não significa desmerecer o trabalho da Polícia Civil, mas somar forças.
O movimento também reposiciona o deputado no tabuleiro político. Enquanto o prefeito David Almeida fala em perseguição, Amom aposta na tese de aprofundamento das investigações com reforço federal e joga luz nacional sobre o caso.
Educadores em pé de guerra

Os sindicatos da educação decidiram intensificar a mobilização para garantir a negociação da data-base dos servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
O Asprom Sindical convocou ato para esta quarta-feira (25/02), em frente à secretaria. Já o Sinteam marcou assembleia para o dia (27/02) e fez o alerta estratégico. Por ser ano eleitoral, reajustes com ganho real precisam ser definidos até 180 dias antes do pleito. Depois disso, a janela fecha.
No calendário político, prazo é poder e a categoria não quer perder o timing.
Ultimato a Alfredo Nascimento

A Justiça Eleitoral deu 15 dias para Alfredo Nascimento comprovar a natureza de suas contas bancárias ou encarar penhora definitiva de bens e bloqueios.
A decisão da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) atinge o patrimônio do dirigente do PL no Amazonas e pode respingar diretamente no caixa partidário.
Em ano pré-eleitoral, prazo judicial não é detalhe, é cronômetro político e o relógio já está correndo.
O tempo de cada um

Levantamento do portal Direto ao Ponto projeta como ficaria o tempo de propaganda se a eleição começasse hoje. O senador Omar Aziz lideraria com 4min42s por bloco (47,02%), fruto de ampla aliança partidária.
O vice-governador Tadeu de Souza teria 2min34s (25,63%) e Maria do Carmo Seffair ficaria com 2min10s (21,58%).
Na outra ponta, o prefeito David Almeida apareceria com 35 segundos (5,78%).
Tempo de TV não ganha eleição sozinho, mas largar com oito vezes mais exposição nunca é detalhe, mas vantagem estrutural.










