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Escola de Parintins conquista primeiro lugar em olimpíada nacional de história e cultura

Foto: Cristiana Butel/ Arquivo Pessoal

A Escola Estadual (EE) Senador João Bosco, em Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), alcançou o topo do pódio na etapa nacional da 2ª edição da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri). A competição é um marco na valorização das culturas tradicionais e na produção científica na educação básica. O estado do Amazonas marcou presença com 17 escolas, mas foi o grupo parintinense que garantiu o título máximo entre as 1.560 equipes inscritas em todo o Brasil.

Protagonismo e ciência

A equipe campeã reuniu os estudantes Rosa Monteverde, Clara Juliana, Manuela Rendeiro, Letícia de Araújo e Enzo Cruz. O foco do trabalho foi o racismo ambiental e suas implicações nas comunidades tradicionais. Além da medalha de ouro, Enzo Cruz, de 16 anos, foi contemplado com uma bolsa de Iniciação Científica Júnior para aprofundar seus estudos.

“O racismo ambiental era um assunto que pouco tínhamos contato. Fomos entendendo melhor ao decorrer das atividades e percebendo que ele sempre esteve lá. Essa conquista representa voz. Representa jovens da Amazônia debatendo temas globais com seriedade e propriedade”, destacou o estudante Enzo Cruz.

Para ele, a bolsa impacta diretamente sua vida acadêmica: “foi a confirmação de que todo o nosso esforço valeu a pena. Representa mais oportunidades e responsabilidade de continuar estudando e fazendo a diferença”, completou Enzo.

Práticas pedagógicas

A produção dos alunos envolveu artigos científicos, questionários interdisciplinares e a criação de um podcast com propostas para a realidade local. Os temas incluíram crise climática, conhecimentos tradicionais e a realidade de povos indígenas e quilombolas. A orientação foi da professora Cristiana Butel, que recentemente venceu o prêmio “Educadores que Transformam” com o projeto “Puxirum: tecendo memórias, culturas e resistências na Escola João Bosco”.

“É uma olimpíada que fala sobre temas importantíssimos para a sociedade brasileira. Quando tomei conhecimento, não pensei duas vezes e inscrevi as equipes. Mas fui realmente uma orientadora e mediadora; o protagonismo do desenvolvimento dos projetos e das escolhas foi todo deles”, ressaltou Cristiana Butel.

Destaque em Parintins

O município vem se consolidando na (Obereri). Em 2024, a Escola Estadual de Tempo Integral Deputado Gláucio Gonçalves já havia chegado à fase nacional. Em 2025, o número de equipes de Parintins subiu para seis, demonstrando o fortalecimento do ensino voltado às relações étnico-raciais na rede estadual de ensino.

Dados da edição

  • Escolas:773 instituições participantes em todo o país.
  • Professores:512 educadores envolvidos na mediação.
  • Estudantes:688 alunos inscritos na competição.
  • Equipes:560 grupos disputando as medalhas nacionais.

Fique por dentro

A (Obereri) fundamenta-se nas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Além de troféus, as escolas com melhor desempenho recebem o selo de escola antirracista. A vitória da (EE) Senador João Bosco reforça o papel da educação pública do Amazonas na formação de jovens pesquisadores comprometidos com a transformação social e a equidade.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/escola-estadual-de-parintins-conquista-titulo-nacional-em-olimpiada-sobre-historia-e-cultura-afro-brasileira-e-indigena/

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