Manicoré Ponte destruída na AM-364 isola moradores de Manicoré e gera revolta no...

Ponte destruída na AM-364 isola moradores de Manicoré e gera revolta no Amazonas

A infraestrutura de transportes no interior do Amazonas volta a ser alvo de denúncias graves. Um vídeo divulgado nesta quinta-feira pelo youtuber e repórter rodoviário Evaristo Carvalho revela a destruição completa da ponte sobre o rio Matupiri na rodovia AM-364 em Manicoré. O material escancara a degradação do atual modelo de gestão rodoviária e foi analisado pelo especialista e professor Marcos Maurício que apontou o descaso do Governo do Estado com a região.

Ao analisar as imagens recentes o professor Marcos Maurício foi categórico sobre a gravidade da situação. Ele afirma que o cenário atual revela o que sobrou da estrutura de madeira e comprova a falha na administração pública em relação às rotas do interior.

“Isso escancara o descaso do Governo do Estado com a agenda da infraestrutura de transportes além de evidenciar a degringolada do atual modelo de gestão rodoviária”, alerta o especialista Marcos Maurício.

Cenário de abandono

A rodovia AM-364 também conhecida como ramal da Democracia possui 84 quilômetros de extensão e serve como ligação fundamental entre o distrito de Democracia e o entroncamento com a BR-319 no quilômetro 341. Ao chegar no local e se deparar com a falta de estrutura sobre as águas o repórter registrou a gravidade do problema que impede o direito de ir e vir.

“Vamos precisar de uma canoa para atravessar o rio”, disse em tom de desabafo Evaristo Carvalho.

Suspeitas de interesses

O estado deplorável da estrada tem gerado debates profundos sobre as verdadeiras motivações da falta de obras. Em um grupo de mensagens focado em infraestrutura amazônica o caso ganhou uma avaliação dura sobre possíveis alianças que prejudicam o desenvolvimento local.

“Não tem quem me tire da cabeça que deixar uma rodovia chegar a esse nível de abandono não seja algum acordo entre o Governo do Estado do Amazonas e Organizações Não Governamentais (ONGs) poderosas e riquíssimas justamente pra justificarem que essa rodovia nunca deveria ter existido pela inviabilidade construtiva e ou de manutenção caríssima e predadora o que não é o caso”, afirmou o engenheiro civil Rubelmar Azevedo.

Ação na justiça

A omissão contumaz do poder público já foi parar nos tribunais. Em outubro de 2025 o Ministério Público (MP) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado do Amazonas. O objetivo do processo é obrigar o governo a reconstruir as três pontes de madeira sobre os rios Matupiri Amapá e Jatuarana além de iniciar imediatamente os serviços de conservação da via.

Para tentar justificar o abandono desse bem público o Governo do Estado informou na época que a rodovia era de baixo uso e acesso muito difícil.

População sofre isolamento

A falta de trafegabilidade castiga diretamente a vida de 53.914 habitantes do município conforme os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. A situação se agrava drasticamente durante a seca dos rios criando um verdadeiro bloqueio para os moradores.

A comunidade local enfrenta dificuldades diárias severas provocadas pela via intrafegável.

  • O escoamento da produção da agricultura familiar e de sobrevivência é interrompido.
  • O acesso de estudantes às escolas do entorno fica bloqueado.
  • A chegada de pacientes aos postos de saúde da região se torna impossível.

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