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Projeto cria Escola de Aquaviários e promete mudar o transporte nos rios do Amazonas

Deputado Roberto Cidade - Foto: Herick Pereira

O transporte pelos rios é a espinha dorsal da integração no maior estado da federação. Diante dessa realidade, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade, apresentou o Projeto de Lei nº 709/2025. A proposta foca na criação da Escola de Aquaviários do Estado do Amazonas (EAA), uma instituição voltada para a formação, capacitação e certificação de quem atua na navegação fluvial e marítima.

A relevância do setor é confirmada por números expressivos. Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam), somente em 2024, quase 600 mil passageiros utilizaram o transporte hidroviário intermunicipal partindo de Manaus.

Formação técnica e segurança nos rios amazonenses

A futura escola pretende suprir a carência de mão de obra especializada em áreas estratégicas como navegação, manutenção de máquinas e operação de embarcações. O projeto prevê ainda treinamentos rigorosos em segurança e sobrevivência aquática, garantindo que o serviço prestado à população seja mais eficiente e seguro.

“Cresci navegando pelos rios do nosso imenso Amazonas e sei que as embarcações são o principal meio de transporte de conexão entre a capital e os municípios. Pelo nosso projeto, o Estado, em parceria com a Marinha, deverá ofertar oportunidades para que os amazonenses se capacitem em um mercado promissor da nossa economia. Profissionais qualificados são sinônimo de mais segurança”, afirmou Roberto Cidade.

Cursos e áreas de atuação profissional

A grade de ensino da EAA será ampla e alinhada às exigências da Marinha do Brasil. Os alunos poderão se qualificar para diversas funções que possuem alta demanda no mercado regional.

As principais oportunidades de capacitação incluem o seguinte:

  • Marinheiro de convés e marinheiro de máquinas.
  • Piloto fluvial devidamente regulamentado.
  • Manutenção básica de motores e reparos em embarcações.
  • Procedimentos de emergência e sobrevivência em casos de sinistro.
  • Apoio logístico e transporte de cargas intermunicipais.
  • Atuação em turismo fluvial e pesca esportiva.
  • Suporte a serviços públicos como transporte escolar e saúde ribeirinha.

Desenvolvimento econômico e interiorização de oportunidades

O projeto se sustenta em três pilares fundamentais para o crescimento do estado. O primeiro reconhece que o transporte fluvial é vital para a mobilidade de pessoas e insumos. O segundo foca no potencial de geração de novos empregos. Por fim, o terceiro objetivo busca interiorizar as oportunidades de trabalho.

A meta é reduzir a dependência exclusiva de vagas no Distrito Industrial, oferecendo aos jovens do interior e às comunidades ribeirinhas a chance de se profissionalizar em suas próprias regiões.

Atualmente, o texto tramita nas comissões técnicas da Aleam. Após os pareceres, o projeto seguirá para votação em plenário. Se aprovada e sancionada, a escola representará um marco na valorização do trabalhador que conhece de perto a realidade das águas amazonenses.

Assessoria de Comunicação: Michele Gouvêa

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