
O cenário econômico do Amazonas recebe uma notícia que projeta o estado com força no mercado internacional. A Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig) destacou o anúncio de um robusto ciclo de investimentos de US$ 100 milhões pela “Mineração Taboca”, com execução prevista até o ano de 2028. Esse aporte financeiro não é apenas um número grandioso, mas um divisor de águas para a modernização e expansão da capacidade produtiva no interior do estado.
O investimento marca o início de uma nova era para a companhia, agora sob a gestão da China Nonferrous Trade Co. Ltd. O foco é claro: dobrar a produtividade por meio de inovação tecnológica e sustentabilidade. Para o Amazonas, isso significa mais do que extração mineral, representa a consolidação de um polo de alta tecnologia em plena floresta, gerando emprego e renda para a nossa população.
A operação está centralizada na “Mina de Pitinga”, localizada em Presidente Figueiredo, município que fica a 117 quilômetros de Manaus. Esta unidade é considerada estratégica por fornecer minerais essenciais para a indústria de tecnologia global. Com o novo aporte, o objetivo é elevar a competitividade da planta, garantindo que o Brasil, através do Amazonas, mantenha seu papel de liderança na cadeia de minerais críticos.
“Investimentos dessa magnitude demonstram a confiança no potencial mineral do Amazonas e na segurança institucional do Estado” afirmou o secretário da (SEMIG), Ronney Peixoto, reforçando que o crescimento econômico deve caminhar lado a lado com a responsabilidade socioambiental.
Divisão detalhada dos investimentos até 2028
Para garantir a eficiência, a “Mineração Taboca” estruturou a aplicação dos recursos em áreas fundamentais da operação. O plano abrange desde a descoberta de novas reservas até a modernização completa das plantas de fundição.
- US$ 25 milhões para pesquisa mineral e reprocessamento de rejeitos focando na economia circular.
- US$ 20 milhões destinados à atualização das plantas de beneficiamento com automação e novos testes metalúrgicos.
- US$ 43 milhões para as fundições de estanho, nióbio e tântalo com previsão de conclusão até 2027.
- US$ 12 milhões aplicados em ações de ESG (ambiental, social e governança) para melhoria de infraestrutura e relação com comunidades.
Além do estanho a aposta em minerais da transição energética
Um dos pontos mais interessantes deste novo ciclo é o olhar para o futuro da energia mundial. Além dos já conhecidos estanho, nióbio e tântalo, a “Mineração Taboca” identificou potencial para a exploração de zircônio e háfnio. Esses minerais são peças-chave para a transição energética global, sendo utilizados em tecnologias de baixo carbono e componentes eletrônicos avançados.
De acordo com o vice-presidente executivo da mineradora, José Flávio Alves, este passo é fundamental para fortalecer o papel do Brasil no mercado internacional. A ampliação das atividades na região de Água Boa e o foco em novos alvos estratégicos garantem que a vida útil da mina seja estendida, gerando benefícios por muito mais tempo para o estado.
Compromisso com o desenvolvimento regional e o meio ambiente
A estratégia da companhia inclui uma parcela significativa para o pilar ESG, demonstrando que a mineração moderna não pode ignorar o bem-estar social e a preservação ambiental. Os US$ 12 milhões reservados para essa área serão investidos em melhores condições de trabalho e no fortalecimento do vínculo com as comunidades de Presidente Figueiredo.
Ao impulsionar a arrecadação e a geração de postos de trabalho qualificados, o projeto da “Mineração Taboca” reafirma o protagonismo do Amazonas. Em um mundo que clama por minerais estratégicos, o nosso estado mostra que possui os recursos, a tecnologia e a segurança jurídica necessários para atrair investimentos de escala global.










