
A confirmação oficial enviada à imprensa nesta quarta-feira, 28/1, sobre o fim da parceria entre o SBT e a influenciadora Virginia Fonseca caiu como uma bomba nos bastidores da emissora. Embora a nota oficial tente manter um tom diplomático de “missão cumprida”, a decisão de encerrar o “Sabadou com Virginia” pegou a equipe de surpresa e levanta um debate urgente sobre o atual peso da televisão na carreira das superestrelas digitais.
A nota informa que a decisão partiu da própria apresentadora ainda no final de 2025, alegando a necessidade de focar em “novas frentes de trabalho”. Para quem acompanha o mercado, a leitura é clara, o império empresarial construído por Virginia fora das telas vale muito mais, tanto financeiramente quanto em gestão de tempo, do que o prestígio de um programa semanal em rede nacional.
O império digital fala mais alto que o prestígio da TV aberta
Durante décadas, ter um programa de auditório era o auge para qualquer artista brasileiro. Era a validação final do sucesso. O caso de Virginia Fonseca inverte essa lógica. Com marcas de cosméticos faturando milhões, engajamento recorde nas redes sociais e uma vida familiar exposta como um reality show particular no Instagram, a TV aberta tornou-se um “plus” trabalhoso.
Manter uma rotina de gravações, viagens e a estrutura de um programa de auditório exige uma dedicação que, na ponta do lápis, talvez estivesse competindo com negócios muito mais lucrativos. Virginia provou que consegue transitar na TV com carisma e audiência — o programa foi um sucesso comercial e de público —, mas também provou que não depende dela para manter sua relevância.
SBT perde o frescor da audiência jovem e o desafio de renovação
Para o SBT, a perda é incalculável. A contratação de Virginia foi um dos movimentos mais ousados da gestão recente para rejuvenescer a grade e trazer anunciantes que haviam migrado para a internet. O “Sabadou” conseguiu o que parecia impossível: fazer a geração Z ligar a televisão no sábado à noite.
A saída da influenciadora deixa um vácuo difícil de preencher. Não se trata apenas de substituir uma apresentadora, mas de encontrar alguém com a mesma capacidade de mobilização transmídia. A emissora da família Abravanel agora enfrenta o desafio de manter esse público conectado sem a sua principal âncora digital.
O adeus planejado e o legado de um experimento vitorioso
Apesar do choque para a equipe, a transição será feita com o respeito que a audiência merece. O SBT garantiu a exibição de uma sequência de seis programas inéditos, além de um especial de despedida que será gravado no dia 24 de fevereiro.
Fica a lição de que o modelo de celebridade mudou. Virginia Fonseca sai do SBT maior do que entrou, mas a televisão brasileira recebe um aviso claro: ela não é mais o único, nem o mais importante, palco do país. O “Sabadou” entra para a história como um experimento vitorioso de convergência, mas que durou exatamente o tempo que a agenda de uma magnata da internet permitiu.
Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/virginia-fonseca-e-desligada-do-sbt-e-surpreende-equipe/









