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Nevasca histórica nos Estados Unidos deixa rastro de escuridão e alerta para milhões

Ao todo, 21 estados norte-americanos decretaram emergência – Foto: Unsplash

A força da natureza paralisou grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana, expondo a vulnerabilidade da infraestrutura diante de fenômenos climáticos extremos. Uma nevasca de proporções históricas, acompanhada por temperaturas que podem despencar para níveis alarmantes, já deixou mais de 300 mil imóveis sem energia elétrica. O cenário de gelo e frio intenso atinge de forma mais severa os estados do Sul e Centro-Oeste, onde o sistema elétrico enfrenta dificuldades para suportar a demanda e as condições adversas.

O relatório mais recente do site PowerOutage mostra que o Texas lidera o número de interrupções, seguido de perto pelo Mississippi e Louisiana. A situação é crítica, pois o frio extremo transforma a falta de aquecimento em uma ameaça direta à vida. Com alertas de clima atingindo mais de 190 milhões de americanos, o país vive um momento de paralisação quase total em diversas regiões estratégicas.

Estados em emergência e o caos nos transportes

A gravidade da tempestade de inverno forçou 21 estados norte-americanos a decretarem estado de emergência. A lista inclui desde o Alabama e Geórgia até estados do Nordeste como Nova York e Pensilvânia. Essa medida permite que governadores mobilizem recursos extras e acionem a Guarda Nacional para auxiliar em resgates e na manutenção de serviços essenciais.

O impacto no setor aéreo é massivo. Quase 10 mil voos foram cancelados até a próxima segunda-feira, dia 26, transformando aeroportos em verdadeiros acampamentos de passageiros retidos. O Serviço Nacional de Meteorologia reforça que o risco não está apenas na neve, mas na grande faixa de gelo que se forma sobre as estradas e pistas, tornando qualquer deslocamento uma atividade de alto risco.

A resposta do governo e a atuação da FEMA

Diante do agravamento da crise climática, o presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para assegurar que a máquina pública está em pleno funcionamento para mitigar os danos. Ele afirmou que o governo está totalmente preparado e que a Agência Federal de Gestão de Emergências, a FEMA, já está coordenada com as autoridades estaduais e locais para responder aos chamados.

Trump destacou que o monitoramento da onda de frio recorde é constante. A orientação oficial é que a população siga rigorosamente as instruções de segurança e evite sair de casa, uma vez que a tempestade é classificada como histórica e os recursos de emergência precisam estar livres para atender as ocorrências mais graves.

Riscos extremos e orientações para a população

As previsões meteorológicas indicam que o pior pode ainda não ter passado. Existem pontos onde os termômetros podem registrar marcas de até -50°C, um nível de frio que causa danos imediatos à pele e riscos de hipotermia em poucos minutos de exposição.

Para entender a magnitude dos desafios enfrentados pelos americanos nesta semana, destacamos alguns pontos cruciais:

  • O risco de apagões prolongados em áreas onde o gelo derruba linhas de transmissão de alta tensão.
  • A instabilidade generalizada no transporte rodoviário devido ao acúmulo de neve e camadas de gelo negro.
  • A necessidade de isolamento térmico rigoroso dentro das residências que ainda possuem energia.
  • O alerta para que as pessoas estoquem itens básicos de sobrevivência e evitem viagens não essenciais.

O país agora aguarda que a frente fria perca força, mas a recuperação da rede elétrica e a normalização do tráfego aéreo devem levar dias após o fim da nevasca. A prioridade máxima das autoridades permanece sendo a preservação da vida e o restabelecimento do fornecimento de energia para os milhares de cidadãos que enfrentam o frio no escuro.

Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-01-25/mais-de-230-mil-imoveis-estao-sem-energia-devida-a-nevasca.html

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