Geral Afonso Lins anuncia pré-candidatura e esquenta disputa pelo comando do Crea-AM

Afonso Lins anuncia pré-candidatura e esquenta disputa pelo comando do Crea-AM

Os engenheiros, Marcos Maurício,  Rubens Bentes, Afonso Lins, Andrew Müller e Orlando Holanda – Foto: Divulgação

O cenário da engenharia e da infraestrutura no Amazonas ganhou um novo capítulo na tarde desta sexta-feira, 23/1. Durante um encontro informal com colegas de profissão, o engenheiro civil Afonso Lins anunciou sua pré-candidatura à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM). O anúncio não ocorre em um momento qualquer, mas sim em um período estratégico, antecedendo as eleições gerais do sistema que estão agendadas para o dia 3 de julho de 2026.

Um retorno pautado na experiência

A movimentação de Afonso Lins, atual presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis no Amazonas (Abenc-AM), sinaliza mais do que um desejo pessoal. Trata-se de uma resposta a uma demanda da classe por lideranças que conheçam os corredores técnicos e políticos de Brasília e do Amazonas.

Lins traz em sua bagagem uma trajetória que combina gestão classista e executiva. Já tendo presidido o Crea-AM em mandatos anteriores e atuado como superintendente do DNIT, ele conhece as gargalos logísticos que travam o desenvolvimento do estado. O encontro, batizado nas redes sociais de “Café & Rodovia”, contou com o apoio de nomes de peso da engenharia local, como Marcos Maurício, Orlando Holanda, Rubens Bentes e Andrew Müller, demonstrando que sua base de apoio continua sólida e articulada.

A bandeira da recriação do DER-AM

O ponto central deste debate vai muito além da disputa eleitoral. O grupo liderado por Lins levanta uma bandeira urgente e necessária para o estado, que é a recriação do Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas (DER-AM). Extinto na década de 1990, o órgão faz uma falta imensurável para o planejamento e manutenção da malha viária estadual.

Especialistas e pesquisadores têm alertado, inclusive em publicações recentes deste início de 2026, que a ausência de uma autarquia específica com autonomia financeira e administrativa para cuidar das estradas deixou o Amazonas em um “atoleiro logístico”. A proposta defendida por Afonso Lins e seu grupo técnico visa devolver ao estado a soberania sobre suas rodovias, permitindo respostas rápidas aos problemas causados pelas chuvas amazônicas e garantindo a trafegabilidade segura para o escoamento da produção e o direito de ir e vir do cidadão do interior.

Perspectivas para 2026

Com a mineração e a infraestrutura rodoviária como pilares, a pré-candidatura de Afonso Lins coloca o debate técnico no centro das atenções. O pleito de julho de 2026 definirá os rumos da engenharia para o triênio seguinte, e a escolha passará, inevitavelmente, pela capacidade dos candidatos de apresentarem soluções reais para os desafios amazônicos.

A engenharia do Amazonas precisa de voz ativa e de projetos que saiam do papel. O retorno de figuras com experiência de gestão pública e visão estratégica pode ser o catalisador que a classe profissional e a sociedade esperam para ver o estado retomar seu crescimento com obras de qualidade e fiscalização eficiente.

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