
A segurança pública e a proteção civil no interior do Amazonas ganharam um reforço estratégico nesta semana. Na quarta-feira, 21 de janeiro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e a Prefeitura de Nhamundá oficializaram a implantação de uma nova base da corporação no município. A parceria foi selada por meio de um Termo de Cooperação Técnica e um Plano de Trabalho, garantindo que a cidade, localizada a 383 quilômetros de Manaus, conte com uma estrutura permanente de pronta resposta.
A unidade que será instalada em Nhamundá segue o modelo de Grupamento Integrado de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP). Este programa é fruto de uma articulação que une os esforços dos governos federal, estadual e municipal. O projeto conta com um aporte robusto de R$ 21 milhões provenientes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que permite a modernização da estrutura de salvamento em áreas que antes dependiam exclusivamente do suporte vindo de outras cidades.
O investimento não se resume apenas à construção física da base, mas abrange um ecossistema completo de atuação:
- Frota de viaturas: a aquisição de veículos especializados para diferentes tipos de ocorrências, com foco em incêndios florestais e urbanos.
- Equipamentos de ponta: fornecimento de materiais de proteção individual e ferramentas de salvamento técnico.
- Capacitação de brigadistas: treinamento de pessoal local para atuar em conjunto com os militares de carreira.
- Efetivo especializado: envio de militares do CBMAM para comandar as operações e garantir o padrão de excelência da corporação.
Expansão histórica e a estratégia para o ano de 2026
A chegada dos bombeiros a Nhamundá faz parte de um plano de expansão agressivo do Governo do Estado. Somente no último ano, o CBMAM conseguiu dobrar sua presença física no interior, saltando de 11 para 22 municípios com bases permanentes. Essa capilaridade é vital para um estado com dimensões continentais, onde o tempo de resposta pode ser a diferença entre salvar ou perder vidas e patrimônios.
As cidades que foram integradas recentemente à rede de proteção receberam o reforço de viaturas do tipo Auto-Tanque Florestal (ATF). Estes veículos possuem capacidade para 10 mil litros de água, sendo ferramentas indispensáveis para o enfrentamento de queimadas durante o período de vazante dos rios amazônicos. A presença militar nas cidades do interior também desonera a capital e cria polos regionais de segurança.

Integração entre militares e brigadistas locais
Um dos pontos altos do acordo firmado entre o coronel Alexandre Gama, Chefe do Estado-Maior, e o secretário João Paulo Fonseca é a integração da força de trabalho. Os grupamentos são liderados por militares experientes da corporação, mas contam com o apoio fundamental de brigadistas municipais. Essa união une o conhecimento técnico militar ao conhecimento geográfico dos moradores locais, gerando uma operação muito mais eficiente.
A prefeitura local assume o suporte logístico, garantindo a manutenção da base e o apoio necessário para o dia a dia dos profissionais. Com a instalação definitiva do grupamento, Nhamundá deixa de ser um ponto isolado para se tornar parte de uma rede protegida, onde a prevenção e o combate a desastres passam a ser tratados com a seriedade e o investimento que a região exige.










